Pré-apocalipse do pós-tudo
Esse é só mais um projeto de escrita intermitente. Já nasce moribundo, pois o mundo está se acabando. E me parece complicado supor que este impulso de escrever miudezas, platitudes e observações despretensiosas sobre um cotidiano burocrático sobreviva ao fim dos tempos. Guardo poucas dúvidas de que o apocalipse caminha com seus passos vacilantes e tortuosos do lado de fora da janela, mas, justamente, a morte iminente é a certeza da renovação. A impermanência é a lei absoluta. Tudo já foi feito, vivido, testado, menos o fim de tudo. E quero crer que depois dele as coisas serão novas de novo.